Daniel Thompson, Mochileiro das Maravilhas.

Daniel Thompson – O mochileiro das maravilhas.

Daniel Thompson passou pela Coréia há cerca de 10 dias. Este brasileiro e viajante profissional resolveu fazer uma viagem um tanto inusitada. Resolveu dar a volta ao mundo de mochila nas costas e conhecer pessoalmente as 7 maravilhas naturais.

Jantar com o pessoall da "comunidade" e o "Mochileiro das Maravilhas"

Jantar com o pessoall da "comunidade" e o "Mochileiro das Maravilhas"

O processo da eleição das Sete Maravilhas da Natureza começou em 2007, com a inscrição de 440 atrações de 200 países na disputa. Em 2009, um “júri de experts” (composto por sete pessoas), entre elas um ex-diretor da UNESCO e o próprio presidente da 7 New Wonders, Bernard Weber) escolheu as 28 finalistas.

Recorreu-se, então, ao voto popular para decidir quais seriam as Sete Maravilhas da Natureza: milhões de pessoas participaram, votando via internet, mensagens de celular e ligações telefônicas.

Os vencedores ainda são provisórios pois a entidade continua contando os votos feitos via celular em todo o mundo e afirma que, apesar de remota, existe a possibilidade da lista mudar. A lista oficial ainda será divulgada.

Ganhar um título dessa magnitude certamente engrandece muito um pais e o nosso mochileiro resolveu tirar a prova essa eleição e saiu mundo afora para checar pessoalmente esse resultado.

Aqui na Coréia a ilha de Jeju levou uma dessas tão disputadas posições. Mas segundo o nosso mochileiro,  a ilha é bonita, mas talvez não tanto.

Daniel que é formado em turismo já fez diversas viagens e duas voltas ao mundo. Ele viaja sozinho mas produz uma grande quantidade de vídeos e fotos além de escrever em seu Blog e em outros sites.

O seu cartão de visita é um "boarding pass"

O seu cartão de visita é um "boarding pass"

Para contato e maiores informações → http://mochileirodasmaravilhas.wordpress.com/

Autor : Dr. Guilherme Meyer

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Recital, Concerto de Música Clássica Por Leda Kim, 23 de Março 2012

Leda Kim

Nossa querida amiga e parte da “Comunidade de Brasileiros” em Seul, a Leda Kim terá seu recital, concerto de piano no dia 23 de Março em Seoul Arts Center.     O recital sera constituído de um programa bastante diversificado.  Entre as composições apresentadas :

  • J.S.Bach – Toccata in e minor BWV 914
  • L.v.Beethoven – Sonata N.17, op.31 N.2

Largo – Allegro

Adagio

Allegretto

  • E.Nazareth – Odeon/Brejeiro
  • R.Schumann – Abegg Variation op 1.
  • F.Mendelssohn – Variation Serieuse op.54
ou
no própriodia dia ingressos a venda em Seoul Arts Center Recital Hall.

Entrevista Com A Nossa Querida Embaixatriz, Maria Ligaya Fujita

Coreia vista com o coração

Brasil é um país multicultural, seja no idioma, culinária, fisionomia das pessoas… Não é fácil encontrar uma definição para o Brasil. Mas é exatamente por isso que a Embaixatriz Maria Ligaya Fujita diz sentir mais charme pela Coreia. As duas horas que eu passei com ela, por incrível que pareça, foi um momento para repensar sobre o meu próprio país.

Editora Park Sae-Mi (smpark@noblesse.com) Fotos Sujin

8 de Dezembro de 2011, o dia mais frio deste ano. Encontrei a Residência da Embaixada do Brasil depois de muito tempo de procura pelas ruas curvadas de Seong-Buk Dong. Assim que entrei, quatro cachorrinhos, todos muito parecidos, me deram as boas vindas latindo todos ao mesmo tempo. Pouco depois, fui recebida pela Embaixatriz do Brasil, Maria Ligaya Fujita. O seu sorriso caloroso com os olhos em formato de meia lua me ofereciam um conforto materno. A conversa começou naturalmente com o tempo. “Eu morei em Londres, Tóquio, Moscou, Nova Iorque antes de vir para Seul. Por isso não tenho problemas com o frio da Coreia. Mas a minha estação preferida na Coreia é a primavera.” Ela chegou na Coreia numa bela manhã de abril. O caminho do aeroporto até a residência estava todo florido, cheio de cerejeiras. Isso fez com que a sua primeira impressão sobre a Coreia fosse ‘rosa’. Ela tem um carinho especial pela Coreia, principalmente pela tradição coreana. Gosta também de viajar, sendo o lugar preferido Gyong Ju. Ela diz que ficou maravilhada com a gruta de Seokguram. Além disso conta que Jeju, Montanha Seorak, Jiri, Magok-Sa, Haein-Sa são lugares que ficaram na sua memória. Eu fiquei impressionada com a sua pronúncia ao falar da topografia coreana, e a embaixatriz me contou que estava aprendendo coreano. Disse que ainda não consegue entender tudo, mas que sabe ler e dizer coisas básicas, principalmente em matéria de comprar, pois como “Quanto custa? É caro. Quero desconto”. O coreano é difícil, mas gosto muito, diz a embaixatriz.

Brasil é um país multicultural. O seu marido Edmundo Sussumu Fujita, Embaixador do Brasil em Seul, é descendente de Japoneses. Por isso, ela diz que nunca sentiu dificuldades de adaptação mesmo morando em vários lugares do mundo. O seu otimismo também contribuiu na compreensão e de um determinado país ou povo. O seu lema é conviver com todos. “O “Temple Stay” que fiz em Jiri foi marcante. A meditação no meio da montanha realmente purifica o coração. A gente acaba deixando a ambição de lado. Foi difícil fazer 108 saudações, mas foi uma experiência valorosa”. Apesar de ser católica, ela diz que gosta muito de visitar templos budistas em todo o território coreano para acalmar o corpo e a alma. Gosta também de fazer “Temple Stay” quando o tempo permite. A embaixatriz tem um outro hobby. É o “hanji”. Em vários cantos da residência, encontrei várias peças feitas por ela mesma e pelo casal. Ela tem aulas de “hanji”, coreano e canto carregando ainda mais a sua agenda. Além das aulas, ela participa ativamente de aulas de culinária brasileira e de bazares para divulgar a cultura brasileira. Após esta entrevista, a Embaixatriz deve preparar o almoço de fim de ano para as Embaixatrizes. Neste momento, pude entender porque o seu cartão de visitas trazia “Embaixador do Brasil Edmundo Sussumu Fujita & Maria Ligaya Fujita” e não “Esposa do Embaixador” como é de praxe. Maria Ligaya Fujita não se limita ao simples papel de esposa do Embaixador, mas está trabalhando ativamente na ‘diplomacia interna’. Ela realmente é uma das mulheres mais brilhantes que encontrei, porque ela se esforça para entender o próximo, sem ignorar somente pelo fato de ser diferente, e porque sabe transmitir os seus valores.

Na Hee-Kyung Cantora e Compositora de Bosa Nova

Na Hee-Kyung cantora e compositora de 24 anos uma Coreana apaixonada por música brasileira lançou seu segundo álbum com a Sony Records em 11 de Outubro.

O álbum “Hee Na” é composto por 15 canções que são interpretações de músicas do início do período da bossa nova por mestres da música brasileira, Antônio Carlos Jobim e Baden Powell (de Aquino).  Outras musicas representadas no álbum são jazz e músicas contemporânea Brasileira.

Colaboradores junto a Hee-Kyung incluem o baterista Cesar Machado e o lendário guitarrista de jazz Roberto Menescal.  Ela está preparando sua estréia Europeia neste inverno de 2011 – boa sorte Hee-Kyung!

Concerto de Música Clássica Pela Pianista Brasileira Leda Kim

Leda Kim, pianista Brasileira morando em Seul terá o seu concerto no Sábado dia 19 de Novembro em Seoul Arts Center  (예술의전당)  as 20:00,  tocando músicas de Johannes Brahms.

Leda nasceu em São Paulo, e fez sua estreia orquestral com a Orquestra Sinfônica de São Paulo com a idade de 12, sob o maestro Eleazar de Carvalho.

Ela ganhou vários concursos no Brasil e também várias competições nos Estados Unidos, incluindo o concurso da grande orquestra, Great Neck Symphony, que contou com ela no “Young Artist Showcase” uma apresentação na famosa McGraw-Hill do jornal Americano, The New York Times e na estação de rádio WQXR.

Leda se formou em música na Juiliard School e tocou com umas das maiores orquestras Americana, a American Symphony Orchestra e a Coreana, a Orquestra Sinfônica da Corea.

Filhos da Terceira Cultura (TCK – Third Culture Kid)

Hoje achei que seria uma boa idéia escrever e chamar atenção sobre os desafios que uma família em transição enfrenta em criar filhos entre culturas. Qualquer mudança é uma fase cheia de caos e conflitos. Porem mudando de ambiente aonde o conhecido foi deixado para trás e o novo ainda é totalmente estranho é um grande desafio. Crianças tem emoções que vão aos extremos durante essa fase, desde o medo à excitação mas é  esperado assim que ele chega ao novo endereço ele logo tem que mostrar que é forte e capaz de se ambientar quase que imediato num ambiente que é para todos os efeitos para ele estranho.  Entrando em uma escola nova, ambiente novo ainda com sentimentos de isolamento, tentando definir novas fronteiras, descobrindo onde é sua casa, a procura de novos amigos, como também tentando compreender a nova cultura ao seu redor, tudo isso provoca excesso de ansiedade.

Achei que seria fascinante e de grande interesse para nós que somos nômades globais em identificar um TCK, Third Culture Kid ou Filhos da Terceira Cultura. Talvez também meu interesse seja pessoal pelo fato de que eu mesma cresci como uma TKC.  Me identifico pois ao crescer estava sempre a procura de um meio estável, me sentindo bem em qualquer lugar apesar de não pertencer a lugar nenhum.

Esse assunto pode ser novidade para muita gente e ao mesmo tempo ser um assunto cotidiano em muitas famílias pelo fato de que hoje empresas de capacidade multinacional carrega famílias pelo mundo afora assim criando uma cultura de expatriados. Muitas vezes os pais são militares, diplomatas, engenheiros, executivos, missionários, pastores ou até mesmo refugiados. Todos vivendo uma vida fora de seu país natalino.  Os filhos passam alguns anos aqui nessa cultura e alguns anos ali em outra porem sempre fora da pátria natalina dos pais.  Para algumas famílias esse estilo de vida é uma aventura e para outras um pesadelo apesar das aparências de uma vida cheia de muitas viagens.

O termo “Filhos da Terceira Cultura” (Third Culture Kids) ou TCK foi criado para se referir às crianças que acompanham seus pais para fora de seu pais natal por uma temporada.  Com o passar do tempo  esses jovem indivíduos podem sofrer uma falta de identificação de uma só cultura, ou a falta de raízes, colecionando elementos de outras culturas e a integrando à sua própria, criando assim uma terceira cultura–uma que só pertence a ele.  Os TCKs podem ter dificuldades em identificar qual cultura, entre as tantas que a conhecem que define melhor sua identidade”, diz a pesquisadora Ruth E. Van Reken (antropóloga-socióloga).

Filhos de uma terceira cultura (TCk) tendem a ter mais em comum entre si que com crianças de sua cultura natal, independentemente de sua nacionalidade.  Esses nômades globais muitas vezes são multilingues e altamente abertos para aceitar outras culturas.

Claro que toda experiência de vida enriquece e abre a mente para que podemos entender o mundo tão diferente e ao mesmo tempo tão igual ao nosso e o bom é que hoje comunidades pelo mundo afora estão se tornando mais culturalmente mistas. Com a ajuda da Internet há meios de alcançar e em ajudar esses indivíduos que são expostos a tantas experiências cross-culturais, dando-lhes opções valiosas, conselhos e treinamento e as vezes até programas especializado  de repatriamento.  Lei mais sobre “Filhos da Terceira Cultura” para discutir com o seu jovem sobre o processo de sua história valiosa e elaborar estratégias de como melhor lidar com a vida como um cidadão do mundo mais também e primeiro um cidadão Brasileiro.

Os seguintes pontos são úteis na identificação de algumas características de um TCK :

  • Uma vida de alta mobilidade – TCK conhece melhor um aeroporto do que a maioria das pessoas.
  • Viajar é um modo de vida – muitos feriados são tomados fora do país de origem.
  • TCK tendem a ler o jornal e ver as notícias mais frequentemente do que outras crianças. Eles são grandes debatedores e muitas vezes conscientes do fundo de decisões políticas e suas implicações.
  • Eles dominam mais de um idioma e tem a habilidade em pensar e sentir em vários.
  • Capacidade de estabelecer relacionamentos rapidamente – as vezes até cortando  níveis iniciais que leva em uma formação de um relacionamento considerado normal.
  • Preferência em socializar com outros TCK quando ele entram na maturidade – muitas vezes ele também se tornam expatriados.
  • Estilo de vida privilegiado – seu estilo de vida sócio-econômico tende a ser maior devido à situação de ser um expatriado.
  • Conversa bem com adultos.
  • São socialmente maduros e independentes.
  • Adolescentes são mais maduros que a média mas tendem a demorar mais para sair da adolescência.
  • Entendem diferenças culturais e são menos preconceituosos.
  • Capacidade em adaptar-se rapidamente à países e pessoas estranhas.
  • Mais acolhedor a recém-chegados em uma comunidade.
  • Alto sucesso acadêmico.
  • Vivem mais no memento (David Pollock, 1999).
  • Eles servem como grande pontes culturais – eles têm múltiplos quadros de referência.
  • Eles são excelentes observadores de outras pessoas muito atentos e bem sensíveis.

Claro que as características acima são apenas algumas que podem ser atribuídas a um TCK e não devem ser usadas para estereótipos.  Ha muitas vantagens em ser um TCK mas para isso temos que ler e aprender para melhor entender as necessidades de seu TCK.

Poesia de um TCK :

Colors by Whitni Thomas, MK (1991)

I grew up in a Yellow country
But my parents are Blue.
I’m Blue.
Or at least, that is what they told me.
But I play with the Yellows.
I went to school with the Yellows.
I spoke the Yellow language.
I even dressed and appeared to be Yellow.
Then I moved to the Blue land.
Now I go to school with the Blues.
I speak the Blue language.
I even dress and look Blue.
But deep down, inside me, something’s Yellow.
I love the Blue country.
But my ways are tinted with Yellow.
When I am in the Blue land,
I want to be Yellow.
When I am in the Yellow land,
I want to be Blue.
Why can’t I be both?
A place where I can be me.
A place where I can be green.
I just want to be green.

link que ajuda crianças e jovens a lidar melhor com as constantes mudanças de endereço :

http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/third-culture-kids-criancas-dividem-experiencia-internacional-web

outros links sobre TCKs :

http://www.state.gov/m/dghr/flo/c21995.htm

http://3rdculturekids.blogspot.com/

http://tckacademy.com/class/interviews/

E leia livros escrito por :

David Pollock : http://www.interactionintl.org/whoisdavepollock.asp

Ruth E. Van Reken : http://www.crossculturalkid.org/