Exposição de Medicina Oriental, 2010 em Jecheon

O Brasil inaugurou na Exposição de Medicina Oriental que é  representado pela EMBRAPA e Laboratórios Tiaraju  um belo espaço de 36 metros quadrados no “World Oriental Medicine-Bio Expo 2010” em Jecheon.  Abaixo segue o artigo escrito pela jornalista Fernanda Diniz.  Obrigada Daniel Fink pela dica.

Embrapa marca presença em megaevento na Coreia

Cogumelos, plantas medicinais e pesquisas em parceria com povos indígenas serão alguns dos destaques da participação brasileira na exposição.

Brasília, 15 de setembro de 2010 – Começa amanhã (16/9) em Jecheon, Coreia do Sul, a Exposição de Medicina Oriental 2010. É um megaevento com duração de um mês (até o dia 16 de outubro), pelo qual devem passar cerca de um milhão de pessoas de vários países.  O objetivo é homenagear os dois mil anos da medicina oriental coreana e o seu valor comercial com o tema “A redescoberta da medicina oriental: ciência do movimento, industrialização e globalização”. A participação da Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária no evento está sendo organizada pelo Labex Coreia (laboratório virtual no exterior) e pela Embaixada do Brasil naquele país e será focada nas pesquisas de conservação e uso de recursos genéticos vegetais em prol do desenvolvimento sustentável da agricultura.

Além do pesquisador Maurício Lopes, que é o representante da Embrapa no Labex Coreia, dois pesquisadores da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, uma das 45 unidades da Embrapa, participarão do evento: Arailde Urben e Roberto Vieira.

Plantas medicinais nos biomas brasileiros

Como o tema do evento é a medicina oriental, um dos assuntos a ser apresentado pela Embrapa é o trabalho com plantas medicinais, que envolve pesquisas de coleta, caracterização e conservação dessas plantas em todos os seis biomas brasileiros (Amazônia, Caatinga, Cerrado, Pantanal, Mata Atlântica e Pampas).

“A separação por biomas é também uma forma de facilitar a compreensão do assunto pelo público visitante, já que é bastante heterogêneo e representa diversos países”, explica Roberto Vieira.

O Brasil possui uma diversidade de etnias com forte influência em nosso hábito alimentar e cultural, particularmente no que diz respeito ao uso de plantas medicinais. Segundo Vieira, o principal objetivo da Embrapa é conhecer e conservar esses recursos genéticos vegetais para a identificação do seu potencial de uso como matéria prima para a indústria de fitomedicamentos.

A Embrapa, em colaboração com universidades, tem um programa para estabelecimento de bancos genéticos de plantas medicinais e aromáticas.

Há atualmente sete bancos de plantas medicinais nas seguintes unidades da Embrapa: Acre, Amazônia Ocidental, Amazônia Oriental, Clima Temperado, Rondônia e Recursos Genéticos e Biotecnologia. Além delas, outras unidades da Embrapa também desenvolvem pesquisas com plantas medicinais, como: Pantanal, Semiárido, Gado de Corte e Agroindústria de Alimentos.

União de saberes

Para coletar e conhecer melhor o potencial das plantas medicinais, a Embrapa aposta na união entre os saberes tradicionais e científicos. “Especialmente em relação às plantas medicinais, preservar o conhecimento popular é essencial, pois as informações sobre os usos das plantas são passadas pelos povos tradicionais de geração para geração”, ressalta o pesquisador.

Unindo saberes de povos tradicionais a modernas ferramentas de caracterização genética, a Embrapa busca na riqueza genética da biodiversidade brasileira a base para o desenvolvimento de tecnologias e produtos que possam melhorar a qualidade de vida da população.

A parceria da Embrapa com povos indígenas começou em 1995 com o povo indígena Krahô, do Tocantins, e se estendeu para outras comunidades indígenas no Brasil. Segundo a pesquisadora da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Terezinha Dias, a relação da Empresa com esses povos é fundamental para incentivar e ampliar o cultivo de espécies tradicionais, contribuindo assim para a conservação da sua variabilidade genética.

Cogumelos: nutrição e saúde

As pesquisas desenvolvidas pela Embrapa com cogumelos comestíveis também serão apresentadas na exposição. Os cogumelos são alimentos muito importantes na dieta dos coreanos e o consumo chega a 4 kg por habitante.

No Brasil, o consumo desses fungos – cerca de 130 gramas por habitante – ainda é pouco quando comparado com a Coreia e outros países como, por exemplo, a França onde o consumo chega a 2 kg por habitante, a Itália, onde se consome cerca de 1,3 kg, e a Alemanha, na qual o consumo alcança 4 kg.

Como são alimentos muito nutritivos, com quantidade de proteínas quase equivalente a da carne e acima de alguns vegetais e frutas, ricos em vitaminas e carboidratos, e com baixo teor de gordura, o objetivo da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia é contribuir para aumentar o consumo dos cogumelos pelos brasileiros.

Hoje, a Unidade conta com um banco de cogumelos para uso humano com mais de 300 espécies.

No dia 13 de agosto último, a Embrapa e a Administração de Desenvolvimento Rural da Coréia (RDA, sigla em inglês) promoveram o Workshop Brasil-Coreia sobre produção de cogumelos. Segundo a pesquisadora Arailde Urben, o Workshop e a participação na Exposição de Medicina Oriental 2010 na Coreia certamente vão contribuir para consolidar ainda mais a cooperação técnica entre os dois países na área agrícola.

Fernanda Diniz

Jornalista

Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia

Fones: (61) 3448-4769 e 3340-3672

E-mail: fernanda@cenargen.embrapa.br
Para mais informação veja o link : http://www.hanbang-expo.org/2ebookeng/english.pdf

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